Mel – Um caso de Entrópio

20/04/2016
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O Entrópio consiste numa rotação para dentro da margem palpebral (uma parte dela ou toda), fazendo com que os cílios (pestanas) irritem a superfície conjuntival e a córnea. Esta situação é relativamente comum em determinadas raças como Shar Pei, São Bernardo, Cocker, Labrador, Bull Mastiff e Dog Alemão.

Esta condição pode resultar de um defeito de desenvolvimento (origem primária) ou pode ser uma lesão adquirida associada a outro defeito ocular (origem secundária) que, devido à dor e desconforto que essa situação provoca, conduz ao tal enrolamento da pálpebra para dentro.

A Mel é uma cadela Bull Mastiff de 4 anos, que desenvolveu entrópio. Suspeita-se que no caso dela se trate de um entrópio secundário, pois a Mel apresentava também uma dermatite das pregas do focinho que possivelmente a levaram a coçar-se, provocando irritação e edema locais que levaram a pálpebra a inverter-se. Secundariamente a esta situação, a Mel desenvolveu uma úlcera da córnea, devido à irritação causada pelos cílios palpebrais.

A par do tratamento farmacológico da úlcera da córnea, a Mel foi submetida a uma pequena correcção cirúrgica do defeito palpebral e que consiste na remoção de uma pequena porção de pele em forma de meia lua, por baixo da pálpebra afectada, e posterior encerramento do defeito com pontos. Esta técnica vai puxar a margem palpebral para baixo, de forma a que deixe de haver contacto da mesma com a parte interna do olho.

Joana BritoFoto Dra. Joana Brito (Médica Veterinária)

 

 

 

Entropio (1) red

Fig. 1 – Aspecto cirúrgico após remoção do excesso de pele.

 

Entropio (2) red

Fig. 2 – Detalhe da porção de pele retirada, em forma de meia-lua.

 

Entropio (3) red

Fig. 3 – Aspecto final, após sutura do defeito cirúrgico.


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