As 4 complicações mais comuns causadas pelas pulgas e carraças

25/05/2014
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Qualquer dono de um cão ou gato procura ver-se livre dos tão indesejáveis inquilinos que são as pulgas e as carraças. Mas mais do que eliminá-los é importante reconhecer sinais de alerta para doenças que estes parasitas possam transmitir ao seu animal.

1. Dermatite Alérgica por Picada da Pulga (DAPP) 

Alguns animais são alérgicos à saliva das pulgas apresentando alguns sinais típicos desta condição: prurido intenso, falta de pêlo em zonas específicas (base da cauda, flancos e abdómen), feridas auto-infligidas e infecções secundárias. A DAPP pode ser confirmada quando cruzamos estes sinais com a presença de pulgas ou fezes das mesmas, e com uma melhoria significativa do animal ao fazer o controlo do parasita.

2. Ténias 

As pulgas são o principal vector da ténia mais comum: Dipylidium caninum. Esta infecta cães e gatos quando estes ingerem pulgas infectadas com larvas de ténia. Estas ténias raramente provocam sinais evidentes nos animais, mas têm um forte potencial zoonótico (podem infectar os humanos). Muito frequentemente, os proprietários de cães ou gatos parasitados com ténias verificam a saída de  pequenos segmentos destas pelo ânus dos animais, ou então vêem os mesmos segmentos, secos, agarrados ao pêlo dos animais ou caídos na cama, assemelhando-se a pequenas sementes. Assim, faz todo o sentido que um animal no qual se detecte a presença de pulgas, seja também desparasitado internamente.

3. Bartonelose em Gatos 

As pulgas dos gatos não são da mesma espécie das dos cães. Os gatos são reservatórios naturais de várias espécies de Bartonella, que as suas pulgas podem transmitir. Os gatos podem ser infectados por contacto com pulgas infectadas ou fezes das mesmas. A maioria dos gatos não apresentam sinais e a doença é subclínica, mas a Bartonella spp assume enorme importância pelo facto de estar muito associada à Doença da Arranhadela do Gato. Os gatos podem ter fezes de pulga nas unhas e infectam os humanos com Bartonella ao arranhá-los. Os sinais mais típicos são febres baixas, e gânglios linfáticos aumentados e dolorosos. Contudo, há pessoas que desenvolvem quadros mais graves, principalmente quando imunossuprimidas.

4. Febre da Carraça 

As carraças podem transmitir doenças através de parasitas, que comummente designamos por febre da carraça. Estas doenças podem afectar os cães e ocasionalmente os gatos. Manifestam-se por: febre, letargia, anorexia, dor e inflamação articular, aumento dos nódulos linfáticos, hemorragias e perda de peso. Os animais nem sempre apresentam todos estes sinais, tornando o diagnóstico nem sempre muito fácil. Também não é raro os sintomas surgirem bastante tempo após a remoção das carraças, pelo que é necessário estarmos atentos a este tipo de sinais por longos períodos (6 meses ou mais). Estas doenças são zoonoses, pelo que também nos podem afectar a nós, humanos.

Concluindo, é de extrema importância evitar que os nossos animais sejam infestados por este tipo de parasitas e, no caso de isso acontecer, eliminar estes parasitas o mais rapidamente possível bem como prevenir reinfestações. Existem no mercado inúmeras formas de o conseguir, seja sob a forma de sprays, coleiras, pipetas e agora, uma fórmula inovadora sob a forma de comprimidos extremamente palatáveis, de administração mensal que prometem revolucionar o controlo destes tão indesejáveis inquilinos (ver vídeo abaixo). Não fique com dúvidas; informe-se connosco!

Um conselho Bola de Pêlo, amigos para sempre!

Joana BritoFoto Dra. Joana Brito (Médica Veterinária)


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